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O poder de um Aliança feita em Deus

 

Deus nos criou para que relacionemo-nos de forma profunda com Ele e com o nosso próximo. Quando olhamos para o Éden, constatamos que os relacionamentos eram fortes e saudáveis, tanto no sentido vertical – homem com Deus – como no horizontal – homem com a mulher. O propósito de Deus era que Seu povo fosse um, ligados uns aos outros através do amor. O salmista descreve essa união como algo agradável, bom e suave [Sl 133]. Jesus ensinou que o relacionamento amoroso entre os discípulos seria a maior marca da identificação com Ele [Jo 13:34‑35].

Entendemos que o propósito de Deus para os nossos relacionamentos é que eles cresçam e aprofundem-se, até que se transformem em uma verdadeira aliança, eterna e inquebrável. Na verdade, a Igreja só torna-se madura nos relacionamentos quando consegue atingir o alvo de caminhar em aliança.

Precisamos entender, porém, que um relacionamento de aliança não nasce da noite para o dia ou num abrir e fechar de olhos. Relacionamento é algo construído passo-a-passo, e só cresce, de fato, com o passar do tempo [2Ts 1:3]. É o Espírito Santo quem edifica e solidifica os relacionamentos, mas nós temos que contribuir, fazendo a nossa parte.

No processo de gestação de uma aliança, passamos por três passos:

 

 

A seriedade da aliança

 

Aliança é mais que um compromisso, é um pacto celebrado entre duas pessoas na presença e com o selo de Deus. Só pode haver aliança, no sentido legítimo da palavra, entre pessoas nascidas de novo dada a natureza espiritual do comprometimento.

No decorrer da história, vários tipos de alianças foram estabelecidas, entre diferentes grupos de pessoas ao redor do mundo. Muitos desses grupos nunca souberam da existência um do outro, mas quando analisamos os traços mais de perto desses pactos, percebemos que existem semelhanças incríveis entre as diferentes cerimônias adotadas.

Era comum quando uma tribo fazia aliança com outra, que ambas avaliassem os pontos fortes e fracos e a riqueza e a pobreza uma da outra, pois estavam convencidos de que todos esses pontos fortes e fracos seriam compartilhados na aliança. Convencidos de que deveriam celebrar a aliança, cada tribo escolhia um representante de sangue real para selarem a aliança. Os representantes faziam o voto de aliança – em nome de suas tribos –, para serem fiéis entre si até à morte e por gerações, enquanto durassem as tribos. Eles selavam a aliança ao misturarem seu sangue, tanto diretamente como bebendo-o, simbolizando a unidade da vida que agora partilhariam. Eles também costumavam criar um sinal para indicar que estabeleceram a aliança. Independentemente do sinal, ele deveria ser tal para que todos vissem que havia uma aliança entre os dois grupos.

Durante a cerimônia, as vidas das duas tribos eram unidas e eles trocavam entre si todas as posses e rendiam quaisquer armas que possuíssem, declarando que a partir de então lutaríam juntos contra um inimigo comum. As crianças de uma tribo passavam a ser agora crianças da outra tribo, e os pais enviariam seus filhos para a guerra a fim de ajudarem seus parceiros de aliança.

Deus planejou a Igreja para que ela seja como uma família, vivendo em aliança. Os relacionamentos na Igreja devem ser baseados na aliança gerada por Jesus na cruz com o seu sangue por nós derramado. O sangue de Jesus passou a correr em nossas veias espirituais e nos tornamos um só corpo e membros uns dos outros. Os membros de uma Igreja que decide viver em aliança compartilham entre si tudo o que antes tratava como seu propriamente dito. Desparece o conceito de individualismo e instala-se o princípio da solidariedade. O egoísmo será vencido pelo altruísmo. Quando decidimos viver o princípio da aliança em nossos relacionamentos, todos os nossos pontos fortes e fracos são compartilhados com os nossos irmãos. Devemos render as armas que usaríamos uns contra os outros, para abraçarmos uma causa comum que é lutarmos  contra Satanás, o nosso real inimigo. A batalha do nosso irmão passa a ser a nossa batalha e passamos a pensar e agir como um exército, como um só corpo e uma só família.

 

A verdadeira aliança possui obrigações ilimitadas pois ao entrarmos nesse nível de relacionamento fazemos o voto de sermos fiéis ao pacto, mesmo se o outro irmão não for. Não podemos esquecer que a aliança é sempre extensiva à família da pessoa com quem estamos aliançados.

É muito sério se relacionar no nível de aliança!

O segredo do sucesso de uma aliança é o quebrantamento. Somente pessoas quebrantadas serão capazes de se relacionar em nível de aliança. Quebrantamento é uma atitude espiritual que só pode acontecer com pessoas que estão crucificadas com Cristo. Quando passamos pela cruz deixamos morrer ali o nosso velho homem cheio de orgulho, egoísmo e vaidade. A cruz é o único tratamento adequado para o nosso eu caído. O olhar de quem passou pela cruz é o olhar da graça e da misericórdia, é o olhar do perdão. Somente com esses atributos seremos capazes de manter relacionamentos de aliança.

Precisamos entender que o termo aliança abrange três níveis diferentes:

○       Com Deus – Deus fez aliança conosco e em Cristo fizemos aliança com Deus;

○       Com a liderança – temos uma aliança automática com os líderes que se acham investidos de autoridade sobre nós;

○       Com os irmãos – como família de Cristo, estamos aliançados com os nossos irmãos.

 

Com base na aliança feita entre Davi e Jonatas, selecionamos algumas características de uma aliança:

○       Amor: Não existe aliança sem amor [1Sm 18:1‑3]. O amor é o supremo dom que mantem os relacionamentos a salvo.

○       Capacidade de falar bem: Quem tem aliança fala bem, defende, protege e apóia [1Sm 19:4].

○       Disponibilidade: As pessoas aliançadas estão sempre dispostas a servir e oferecer o que têm de melhor umas às outras [1Sm 20:4].

○       Oração: Os que caminham em aliança estão sempre orando e intercedendo uns pelos outros, para prevalecerem contra as investidas do inimigo [1Sm 20:16].

○       Deve sempre ser renovada: Numa vida de aliança, é necessário que sempre procuremos renovar o compromisso existente [1Sm 23:18].

○       Despojamento: Quando se tem aliança, há uma disposição para dar-se e despojar-se a favor do outro [1Sm 18:4].

○       Quebrantamento: Não se pode manter uma aliança sem que haja quebrantamento e disposição para ceder [1Sm 23:17].

○       Aliança deve ser inquebrável: Nada pode quebrar uma aliança. Nem o tempo, nem a distância, nem o poder, nem o pecado, nem o diabo, porque ela está fundamentada no sangue de Jesus [1Sm 20:31‑32]. Entretanto o nosso livre arbítrio pode fazer com que decidamos romper uma aliança.

○       A Aliança deve ser Eterna: A aliança não termina nunca, ela é eterna [2Sm 9:1‑7].

 

Temos sentido que Deus, nestes dias, deseja levantar uma Igreja forte e totalmente restaurada; uma Igreja que dê ênfase ao relacionamento como canal limpo e eficaz para a sua edificação. A vontade do Pai é que, através dos relacionamentos, sejamos bênção uns para os outros. A Igreja precisa relacionar-se de maneira profunda e aliançada, para que a vida de Deus seja nutrida em nós e brote para o mundo através de nós.

A maldição da quebra de aliança

Uma das mais terríveis estratégias que o diabo tem usado para destruir igrejas ministérios e lideranças  é a quebra de aliança. Quantos líderes se encontram hoje amargurados e deprimidos, decepcionados e feridos porque oraram, se dedicaram, planejaram e sonharam, mas foram subitamente traídos e ou abandonados por seus liderados.

Conseqüências de uma quebra de aliança:

Destrói a confiança: Quando quebramos uma aliança geramos uma atitude de desconfiança e até ressentimentos nas pessoas que foram traídas. O ressentimento pode fazer brotar a raiz de amargura que uma vez plantada no coração, traz isolamento e destruição [Hb 12:15].

Fere a alma: A quebra da aliança de fidelidade no relacionamento geralmente acarreta profundas feridas emocionais, levando a pessoa a um sentimento de rejeição em todos os níveis de relacionamento. A infidelidade é como uma faca afiada, que machuca a alma de quem foi alvo dela. Essa faca quando usada deixa marcas que dificilmente se apagam.

Gera o medo de se relacionar: A quebra de aliança gera medo e este produz o desânimo, levando a pessoa a não querer mais se relacionar com medo de ser ferida novamente. Esse medo isola a pessoa e a torna presa fácil para o adversário das nossas almas.

Debilita o relacionamento: A quebra de aliança gera um verdadeiro retrocesso no relacionamento, justamente quando o relacionamento começava a se solidificar.

Destrói uma igreja: Muitas igrejas tiveram que fechar as portas após o baque de uma quebra de aliança por parte de liderados que se rebelaram.

Gera Maldições: em muitos casos, a quebra de aliança atrai maldições sobre aqueles que quebram a aliança. Vejamos:

 

Josué fez aliança com um povo que não conhecia e o fez precipitadamente sem consultar a Deus (Js.9). Por meio da aliança Josué em nome do povo de Israel prometeu dar paz e proteger a vida dos gibeonitas.

 

Passados séculos quando Saul se tornou rei de Israel ele resolveu matar os gibeonitas, e o fez, quebrando a aliança feita por Josué. Por causa disso, já nos dias de Davi, seu sucessor, Israel passou por um período de três anos sem chuva (II Sm. 21) e a fome assolou a nação, matando muitas pessoas.

 

Davi perguntou ao Senhor acerca da razão daquela terrível crise e Deus lhe revelou que era por causa da quebra da aliança feita com os gibeonitas.  A história nos mostra que somente depois de matar sete homens da descendência de Saul (a pedido dos gibeonitas) é que foi removida a maldição e assim voltou a chover(II Sm. 21:14b). Observe que a maldição veio com a quebra da aliança, o que nos faz perceber que Deus respeita as alianças que nós enquanto servos de Deus fazemos. Muitas pessoas podem estar sofrendo sem saber o porquê, mas se perguntarem a Deus saberão que muito do que sofrem é fruto de quebra de aliança.

 

Em Jr.11.3,4 Jeremias entrega a Israel um recado duro falando das consequências da quebra de aliança para com Deus: Desterro, vergonha, prisão e insegurança eram apenas algumas dessas consequencias. Somente um sincero arrependimento livraria toda a nação de uma terrível tragédia. O povo, porém, preferiu trilhar um caminho mais fácil tentando enganar a Deus com rituais vazios.

De nada adianta dar pulos de euforia, dar vivas de júblilo, dar cambalhotas ou inventar novos rituais. O ingrediente que funciona é o genuíno arrependimento. Israel escolheu o caminho errado e como consequência viu Nabucodonosor invadir a cidade santa, destruir seus muros, queimar seu templo, violentar suas mulheres e crianças e escravizar seus filhos.

Quebramos a aliança quando falamos mal do irmão ou do líder; quebramos a aliança quando somos infiéis para com o irmão ou liderança; quebramos a aliança quando somos rebeldes em relação aos comandos de nossos líderes, que foram colocados como autoridades sobre nossas vidas; quebramos a aliança quando deixamos de honrar a palavra empenhada; quebramos a aliança quando expomos a nudez do nosso irmão impiedosamente; quebramos a aliança quando deixamos o nosso irmão na mão mesmo sabendo que ele não tem mais ninguém a quem recorrer.  

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